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O RAPAZ DAS ILHAS

25
Jun17

Onde fica o paraíso?

Foto: Direitos Reservados

   

Estamos sempre a tentar encontrar o paraíso na Terra. E onde fica esse paraíso? Não ficará onde nos sentimos felizes e realizados?

 

Com 19 anos (há pouco tempo) fui até Lisboa, onde vivo. Sempre adorei a Terceira e os Açores, em geral. Acima de ser terceirense, sou açoriano. Orgulhosamente açoriano. Mas o certo é que sempre tive ideia de que a cidade era melhor do que o campo. Não estava errado, mas também não estava certo. A cidade é melhor que o campo quando faz sentido estar nela, assim como o campo. 

 

A cidade dá-nos uma maior, diria, bagagem prática da vida, dá-nos mais e melhores serviços, dá-nos a possibilidade de crescer profissionalmente (possibilidade essa que o campo nos limita). Mas a cidade não nos permite viver sem relógio, acordar quarenta e cinco minutos antes da hora de entrada no trabalho, respirar verdadeiro ar puro, ter contacto real com a natureza. E isso, para mim, é o pesadelo, entre muitos sonhos, da cidade: a falta do cheiro do mar e da terra, a falta do verdadeiro azul e do verdadeiro verde. A cidade é cinzenta e essa cor não me inspira. Mas a cidade é necessária neste momento e isso faz-me adorá-la. 

 

Adoro Lisboa, pelas razões que nomeei acima e por muitas mais. É na cidade que quero crescer, é lá que quero colocar em prática os meus maiores projetos profissionais. Não quero pensar numa data exata de regresso aos Açores, Lisboa também é a minha casa, mas um dia quero voltar. Quero construir uma casa na Canada dos Pastos (e quero que à volta tenha um jardim, uma pequena horta, uma capoeira, uma piscina, e uma churrasqueira), quero ter um labrador preto e um branco (talvez casal), quero ter um Carocha azul e, talvez, um Suv, e quero ter mais coisas. Eu e a Carolina até já sabemos quem vai arquitetar a nossa casa. E também já sabemos que terá um pequeno escritório cheio de livros (a maioria de ficção, claro), duas secretárias com dois computadores (eu não sei o que serei, mas ela será professora), dois ou três quartos de cama, duas casas de banho, uma cozinha com ilha, uma dispensa, e uma sala. Uma casa pequena e humilde, é a ideia. E teremos um filho, claro, que até já temos nome pensado seja rapaz ou rapariga. Se é sonhar muito? Sim, e depois?

 

Para já, o paraíso é Lisboa. Mas um dia, quando cumprida estiver a minha missão pela cidade, e quando perceber que dela já tive o que queria e podia, o paraíso passará a ser os Açores. Bom, na realidade são e serão ambos, nunca me desligarei por completo de nenhum. Mas será na ilha que passarei a viver a maior parte do tempo. Porque o paraíso é onde nos sentimos felizes realizados. Quer dizer, acho eu. 

 

  

 

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Publicado por Rodrigo Pereira em Domingo, 27 de Maio de 2018

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