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O RAPAZ DAS ILHAS

22
Jun17

A paixão pela rádio

Direitos Reservados

 

A rádio é uma paixão sobre a qual era capaz de escrever um livro. E ainda faltariam palavras para a descrever. Entrar num estúdio, alinhar umas músicas, ligar o micro e cumprimentar os ouvintes é das melhores sensações da vida. Não saber quem está do lado de lá, mas saber que está e que nos ouve é uma responsabilidade imensamente saborosa e gratificante.

 

«Rodrigo, vais ficar com escuta. Entras no ar daqui a pouco. Não custa nada. Até já.”. Tremi que nem varas verdes. A minha noite tinha sido terrível com os nervos de entrar no ar pela primeira vez e não ter experiência nenhuma na matéria. Meio a gaguejar (e fazendo voz grossa para não se notar que só tinha 14 anos) informei como estavam as condições climatéricas e disse mais qualquer coisa que já não me lembro sobre o rali que a Rádio Clube de Angra iria transmitir durante todo o dia e que a mim cabia fazer os apontamentos de reportagem e entrevistas aos concorrentes no final das especiais. Após 5 ou 10 minutos tudo o que não ajudava passou e já me sentia como se fizesse aquilo há anos. Foi aqui que comecei a sentir o famoso “bichinho da rádio”.

 

Após várias transmissões de ralis como repórter, senti curiosidade pelos estúdios e propus à direção da rádio criar um programa de informação sobre os desportos motorizados nos Açores. E aceitaram que um puto perto dos 15 anos criasse o seu próprio programa. Ainda hoje me espanta como foi possível. Levei quase 3 horas a gravar um programa de 20 ou 30 minutos. E lá foi para o ar o “Motores”.

 

Depois de quase um ano de programa de informação desportiva surge uma nova ambição: o entretenimento. E é o que faço há mais tempo. Não há nada mais fascinante na rádio que ser animador, de preferência em direto. A magia da rádio só sente nos diretos. Gravação não tem metade do encanto. Comecei de segunda a sexta-feira com um programa das 18h às 21h, mas chegado o início do ano letivo tive que passar para o sábado por razões mais que óbvias. Chorei na última sexta-feira. Não porque não quisesse a escola, mas porque tinha imensa pena de deixar a rádio durante a semana. Ao sábado comecei por fazer o “Tardes de Sábado”, programa de música e entrevistas, depois o “Sunset”, com igual conceito, e hoje estou aos domingos entre as 16h e as 18h com o meu espaço musical e pouca conversa. Porque aos domingos à tarde a malta quer é descontrair com boa música e rir-se com uma ou outra piada.

 

Enfim, após quase 5 anos neste mundo incrível da rádio, é esta a minha história com muitas mais pelo meio. Numa paixão que nunca vai morrer. Num prazer indescritível de passar as músicas que tocam e marcam a minha e a vida dos ouvintes. Num fascínio que será igual ao do primeiro dia sempre que o micro se ligar…

 

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Publicado por Rodrigo Pereira em Domingo, 27 de Maio de 2018

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